O que é e como funciona a entrada do imóvel

O que é e como funciona a entrada do imóvel

“Quanto vou pagar de entrada?”, “Como posso pagar a entrada” e “Vale a pena dar um bom valor de entrada” – são as perguntas que mais surgem na hora de comprar o tão sonhado primeiro imóvel. Muitas pessoas que estão buscando realizar o sonho da casa própria possuem muitas dúvidas sobre como funciona o pagamento da entrada do imóvel. Existem diversas opções que podem ajudar nessa tarefa, além do mais popular e acessível meio no Brasil, o programa Minha Casa, Minha Vida. Se você possui algumas dúvidas sobre a entrada do imóvel, leia o nosso post abaixo!

Como funciona a entrada?

Antes de qualquer coisa, é necessário entender melhor o que é e como funciona a entrada. Como é em qualquer compra a prazo, o cliente tem a opção de oferecer um valor especificado no momento em que for comprar, que é chamado de entrada. Quanto maior for, menor será o valor das parcelas seguintes.

Quanto preciso juntar para dar de entrada?

Para saber quanto precisará economizar, leve em conta o valor total do imóvel. As linhas de crédito no mercado estabelecem que o preço de entrada de um apartamento se estima em, pelo menos, 10% do seu valor. Isso quer dizer que se você deseja adquirir um imóvel de R$300 mil, precisará entregar, pelo menos, R$30 mil reais para dar inicio ao financiamento imobiliário.

Se você está guardando um dinheiro para entrada, vale lembrar que além desse sinal, é preciso reservar um valor para os demais gastos, como comissões, certidões, ITBI, etc. Portanto, é ideal juntar por volta de 20% do valor do imóvel para quitar a entrada.

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É possível utilizar o FGTS como entrada do imóvel?

Sim, mas depende de alguns fatores. Primeiro o cliente necessitará cumprir todas as regras do FGTS. Na questão da entrada, dependerá saber se a construtora aceita ou não. Os bancos financiam no máximo até 80%, e esses 20% restantes o cliente paga para a construtora, e as construtoras que aceitam, utilizam essa parte como o FGTS, o que zera a entrada do cliente.

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Por exemplo, em um imóvel de R$ 200 mil, onde o cliente consegue financiar R$ 160 mil e possui R$ 40 mil de FGTS, ele poderá utilizar nas construtoras esse valor do FGTS, que acaba zerando de diferença de entrada.

Porém, como falamos, as construtoras que não aceitam, que geralmente são as que estão vendendo um imóvel na planta e pagando com o próprio dinheiro, o cliente tem de pagar esse percentual da entrada durante o fluxo de obra.

O FGTS só é sacado no momento do financiamento bancário, por isso, quando se trata do imóvel na planta, não é possível, já que o imóvel só começa a ser financiado depois de pronto e você só pode sacar o FGTS quando começar a financiar. Você só poderá utilizar o seu FGTS como parte da entrada, assim que ele estiver pronto, porém, terá que pagar durante o prazo da obra.

Por exemplo, em um imóvel de R$ 200 mil, que ele consegue financiar R$ 160 mil e possui o R$ 40 mil de FGTS, por ser um imóvel na planta, o cliente não assinará o financiamento agora, que é o financiamento que chamamos de SBPE,  e a construtora irá construir com recursos próprios e só depois o cliente financiará.

Esse tipo de construtora não costuma aceitar como parte de entrada, e nesta diferença o cliente deverá pagar 40 mil durante o prazo da obra, e quando for realmente financiar os R$ 160 mil, aí sim ele utilizará o FGTS, e pagará apenas R$ 120 mil.

Vale a pena dar um bom valor de entrada?

Sim, se existe a possibilidade financeira de oferecer uma boa entrada, realmente vale a pena se o cliente quiser tentar driblar a alta dos juros e, por consequência, reduzir as parcelas e/ou o tempo que financiará a casa.

Segundo a Abecip – Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança –, a média do valor dado de entrada pelos compradores brasileiros é de 35% do valor do imóvel, financiando os 65% restantes.

Vale a pena dar o carro como entrada?

Mesmo que uma casa seja mais útil que um carro, nem sempre é uma opção muito fácil escolher dar o seu automóvel como entrada para o seu imóvel. Porém, para descobrir se vale ou não, o cliente deve se perguntar se o apartamento vale a pena, se ter um carro é uma necessidade no momento e se o seu custo de vida lhe permitirá comprar um novo carro futuramente. Se as respostas dessas perguntas forem positivas quanto a dar ele como entrada ou não, aí com certeza você deve investir nisso.

Porém, lembre-se que você não irá obter o mesmo valor que teria com a venda direta do carro e, como ele não é imediatamente convertido em dinheiro pela instituição, há chances de os bancos pedirem mais uma porcentagem pelo período que irão esperar para obter um retorno financeiro.

Por isso, considerando essa questão pela urgência em se mudar, é claro que oferecer o carro irá lhe ajudar, mas ainda sim valerá mais a pena se você vender o automóvel, aplicar o valor na poupança e aguardar um tempo para aí sim utilizar o valor como entrada.

Se você ainda possui alguma dúvida sobre a entrada do imóvel, entre em contato agora com os nossos especialistas, via WhatsApp, (41) 98803.6166, ou clicando aqui!

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