Minha Casa Minha Vida vai virar “Meu Aluguel Minha Vida”? Entenda!

Minha Casa Minha Vida vai virar “Meu Aluguel Minha Vida”? Entenda!

Desde que o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, declarou que o programa Minha Casa Minha Vida só tinha recursos para se sustentar até junho deste ano, a confusão e o medo se alastraram, tanto para o setor imobiliário, quanto para o clientes que estavam se planejando para investir no sonho da casa própria.

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Mesmo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Duarte Guimarães, terem garantindo que não existia a possibilidade de o programa acabar, eles já haviam falando que o MCMV passaria sim, por mudanças. Assim, na procura de alternativas para economizar os seus gastos e aumentar a arrecadação federal, algumas dessas propostas de mudanças já estão sendo anunciadas.

O ministro do Desenvolvimento Regional informou que o governo anunciará um novo modelo em julho deste ano, onde o MCMV sofrerá mudanças para os empreendimentos da faixa 1(renda bruta de até R$1.800,00 e que, atualmente, recebe subsídios de até 90%) e 1,5 (renda bruta de até R$2.600,00), isto é, para as pessoas de baixa renda. Ao invés de pleitearem o seu financiamento para aquisição da casa própria, elas terão que alugar os imóveis do governo por um valor “simbólico”. A proposta do governo é de alugar até 7 mil unidades para esses beneficiários e, na faixa 1, bancar 90% do valor.

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Segunda o ministério do Desenvolvimento Regional, essa mudança surgiu para corrigir alguns problemas que o MCMV vem sofrendo. Como o de famílias da faixa 1 que acabam vendendo os imóveis para terceiros, prática ilegal, e também regularizar o alto número de inadimplentes na faixa 1,5. Assim, nesse plano de “locação social”, a família não terá direito a pose e a unidade pertencerá ao setor privado, que o governo fará a parceria de investimento.

Além disso, como muitos imóveis são construídos distantes das zonas urbanas ou sem o devido acesso aos serviços públicos, a ideia do governo é trazer essas pessoas mais pobres para morar no centro das grandes cidades, onde possui melhor infraestrutura, fácil acesso e etc.

Você presta o serviço de moradia, coloca um valor de aluguel compatível com as condições familiares, mesmo que ele seja muito baixo, mas não será esse recurso que vai financiar o imóvel e manter a administração do condomínio”.
Disse o Ministro.

Segundo o presidente da Frente Brasileira de Habitação Popular, Pablo Said, em uma entrevista para o SBT Notícias, a proposta deixa algumas lacunas que precisam ser reavaliadas: “É a questão do processo hereditário! Como ficará a família desse contemplado? Que participará desse processo de aluguel social? […] Que o governo chame as entidades representativas de habitação social, para que possam contribuir nesse processo de reformulação.

Essa novidade não desagradou só a FBHP. Alguns empresários do ramo imobiliário também seguem insatisfeitos, alegando que nenhuma construtora foi chamada para discutir essas mudanças com o governo.

Como querem fazer um programa de habitação sem chamar as associações de classe e as construtoras que vão cuidar das obras? A coisa começou torta“, disse Rubens Menin, presidente do Conselho de Administração da MRV, em entrevista ao jornal Correio do Povo.

Entre as pessoas que serão afetadas, essa novidade também assustou, confundiu e deixou tudo mais nebuloso. Muitos se perguntam como será quando houver uma troca de governo, eles serão expulsos? Visto que não serão proprietários. Além disso, essa notícia deixa um gosto amargo por atrapalhar o sonho de muitas pessoas que estavam se planejando há anos, para conseguir financiar a sua oportunidade do primeiro imóvel. Afinal, quem não gostaria de sair do aluguel e ter um lugar para chamar de seu?

Vale lembrar que as demais faixas do programa não irão sofrer alterações significativas e que tudo isso ainda é uma proposta que está sendo discutida e estudada. É bem possível que esta divulgação tenha sido feita com a intenção de sentir a reação do mercado e das pessoas que tem a intenção de investir no MCMV.

Se você ficou com alguma dúvida, entre em contato conosco. O que você achou da iniciativa? Gostou? Acha que vai ser prejudicial para as famílias de baixa renda? Comente!