Minha Casa Minha Vida sofrerá mais ainda no ano de 2020?

Minha Casa Minha Vida sofrerá mais ainda no ano de 2020?

Por ainda estarmos no comecinho de setembro, dá até uma certa preguiça de já conversar sobre o ano que vem, não é? Mas uma situação que tem feito todos do ramo imobiliário e os clientes já conversarem sobre 2020 é a nevoa que está estacionada sobe o programa Minha Casa Minha Vida. Por mais que os governantes sempre façam de tudo para fugir dessas questões ou até mesmo garantam que o programa não irá acabar, a luta por moradia popular vem sofrendo duros golpes nas últimas semanas.

LEIA MAIS: 5 vantagens do programa Minha Casa Minha Vida

A primeira foi o cancelamento de duas portarias que estavam prevendo a destinação de verbas federais para a construção de 35 mil unidades habitacionais do país todo. Já o segundo problema veio com a Proposta de Lei orçamentária (PLOA) de 2020, encaminhada pelo governo para o Congresso Nacional. Ela prevê a redução de 41% nas verbas do MCMV, o que fará com que apenas R$ 2,7 bilhões sejam destinados ao programa no ano que vem, sendo que de 2009 a 2018, a média anual orçamentária foi de R$ 11,3 bilhões!

Sendo a maior tesourada no MCMV em todos os seus anos de existência, o programa tem sido a principal iniciativa nos últimos anos para reduzir (ou pelo menos tentar), o déficit habitacional, mas diante dos sucessivos cortes, a situação se torna extremamente preocupante. Fica claro assim que os primeiros e os maiores prejudicados serão as famílias de renda mais baixa – até R$ 1.800,00 – que são pertencentes à faixa 1 do programa.

LEIA MAIS: Você conhece as diferentes faixas do Minha Casa Minha Vida?

O mais triste dessa análise é de que, segundo pesquisas, entre 2011 a 2014, a faixa 1 representou quase metade das unidades habitacionais construídas pelo programa, sendo 44,5%. Contando ao todo, naquele período, foram contratadas 2,75 milhões de unidades, das quais 1,22 milhão fora destinas às famílias da faixa 1. Nos anos que se sucederam, o número de moradias entregues diminuíram consideravelmente, sendo que as direcionadas à faixa 1 passaram a representar 10%.

Vale lembrar que no último dia 2 de setembro, o governo liberou R$ 600 milhões para destravar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo que R$ 443 milhões são para o programa habitacional. Esse valor deve amparar alguns atrasos no programa.

E agora?

Esse aperto irá levar o governo a procurar diferentes medidas de reduzir despesas, uma delas é suspender contratações novas do MCMV. Por mais que ainda não haja uma confirmação, isso fica cada vez mais claro em depoimentos (ou os não depoimentos) do secretário especial adjunto de Fazenda do Ministério da Economia, Esteves Colnago, que evita fazer comentários sobre novos contratos, apenas se limitando a dizer que o governo tem compromisso com as contratações já realizadas.

Isso fará com que o MCMV siga apenas resolvendo as pendencias atuais, indo por um caminho mais perigoso ainda. Afinal, segundo alguns especialistas, esse pode ser um caminho usado como tática para abafar cada vez mais os assuntos sobre, facilitando o desmonte do programa aos poucos.

Em uma entrevista ao site Brasil247, o urbanista e professor da Faculdade de Arquitetura da USP, Nabil Bonduki, reflete sobre as consequências dessa queda do MCMV: “O que vai acontecer é que nós vamos ter um crescimento do déficit habitacional, da população morando em favelas. É mais um problema sério em uma situação que já é extremamente grave.”

Segundo alguns governantes, a história segue sendo a mesma promessa: a situação do MCMV só irá se reestabelecer quando a reforma da previdência for aprovada, sendo visto como a única solução para o Ministro da Economia, Paulo Guedes, mas também visto por outros especialistas como uma “moeda de troca” para conseguir atingir o plano de aprovar a reforma.

Em uma entrevista à Rádio Correio FM, o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) falou que a questão que envolve o programa é grave, pois, de acordo com ele, são repercussões que geram empregos, fragilização e encadeamento de diversos setores que estão atrelados à construção civil.

Aproveitando esse depoimento, é importante lembrar as consequências que o fim da MCMV pode gerar, não só em relação às pessoas que querem adquirir o seu primeiro imóvel, mas também o forte impacto no ramo da construção civil, podendo significar a demissão de 50 mil trabalhadores ligados ao setor. Além de que diversos setores seriam impactados, na produção de cimento, madeira, borracha, plástico e a indústria de aço.

Como podemos concluir, não dá para concluir nada desde o nosso último texto sobre isso (que você pode ler clicando aqui), tudo continua muito nebuloso, assustando o mercado e os clientes. Ainda mais para familiares que se enquadram na faixa 1, pois já havia sido falando sobre o MCMV também proporcionar um tipo de aluguel, isto é, ao invés de pleitearem o seu financiamento para aquisição da casa própria, elas terão que alugar os imóveis do governo por um valor “simbólico”. A proposta do governo é de alugar até 7 mil unidades para esses beneficiários e, na faixa 1, bancar 90% do valor.

LEIA MAIS: Minha Casa Minha Vida vai virar “Meu Aluguel Minha Vida”? Entenda!

Porém, nesse clima de indecisão, o que pode ajudar a movimentar o mercado é a nova modalidade de crédito imobiliário, onde é atrelado ao índice de inflação IPCA, anunciada no último dia 20 de agosto pela Caixa Econômica Federal. Essa linha de crédito foi desenvolvida com a intenção de atrair os compradores e aquecer o mercado imobiliário. Visto que esse tipo de financiamento habitacional trará juros mais baixos em relação ao modelo tradicional, valendo para imóveis novos e usados.

LEIA MAIS: Entenda e compare a nova linha de crédito baseada no IPCA!

Se você ainda está em dúvida ou receoso(a) sobre essa nova modalidade ou sobre as questões do MCMV, fale conosco, teremos o maior prazer em lhe ajudar e arranjar alguma forma de adquirir o seu primeiro imóvel, baseando-se em seu perfil econômico. Além disso, lembre-se: entre todos os problemas que o mercado imobiliário está enfrentando, ainda sim sair do aluguel é uma grande vantagem, afinal, aluguel não é um investimento!

#NósTemosSeuPrimeiroImóvel