Conheça o modelo de moradia sustentável que é considerado tendência para 2020!

Conheça o modelo de moradia sustentável que é considerado tendência para 2020!

No último dia 19 de setembro, a Curbed – Um conceituado portal americano sobre arquitetura e os mais variados assuntos sobre moradias – listou 10 tendências que deverão ditar o mercado imobiliário de 2020. O levantamento, que foi feito pelo Instituto Urban Land – Um instituto que fornece liderança no uso responsável da terra e na criação e manutenção de comunidades prósperas em todo o mundo –, desenvolveu a lista baseando-se em uma entrevista com 750 profissionais da indústria americana. Entre as tendências ditadas, a que é considerada uma das mais fortes, é o modelo de moradia sustentável conhecido como Cohousing.

Para quem desconhece esse termo, o Cohousing é, basicamente, um vilarejo privado onde os moradores possuem suas residências individuais, mas privilegiam o espaço comum. No mundo atual, onde cada vez mais nos tornamos seres individualistas, que só geram mais solidão e doenças mentais, a ideia do Cohousing é trazer de volta esse conceito de comunidade. Onde, mesmo com seu espaço particular, os moradores estimulem mais o ato de se por no lugar do outro, socializar e criar vínculos mais fortes que curtidas e seguidores na internet.

Mesmo sendo considerado tendência para 2020, o conceito do Cohousing surgiu há bastante tempo, precisamente na década de 1970, onde um grupo dinamarquês fundou um sistema de moradia que priorizava o convívio com os vizinhos e praticava a política do compartilhamento. Além de ser um sistema que dá prioridade ao coletivo, ele também é bastante sustentável, já que traz uma ideia de uma vida mais simples e economiza recursos naturais, como alguns grupos que compartilham meios de transporte, como carros e bicicletas.

Mesmo que o termo ainda seja pouco conhecido no Brasil, ele vem ganhando cada vez mais visibilidade, sendo conhecido como “co-lares”. Em uma entrevista ao site Mapa da Obra, a arquiteta Lilia Avivia Lubochinski, que estuda esses modelos de construção, fala que “quando as pessoas buscam o Cohousing, elas buscam porque estão atrás de um software que significa qualidade de vida relacional com uma arquitetura sócio afetiva e esse é o grande desafio, afinal, a estrutura já existe”.

Muitos idosos tem adotado a ideia do Cohousing para morarem em comunidades, com o objetivo de afastar a solidão e ter a sua independência. Diversos grupos LBGTQI+ também estão fazendo o mesmo, com o intuito de amparar pessoas que são expulsas de casa por conta da sua opção sexual.

Mesmo estando em passos mais vagarosos, o mercado imobiliário brasileiro já vem identificando as qualidades de se investir em projetos como o Cohousing, e muitos especialistas já tem buscado grupos de pessoas com objetivos em comum e também habitações em terrenos que se adequem ao que o projeto pede. Inclusive, já existem alguns projetos como o Cohousing aqui no Brasil, como a Vila ConViver, desenvolvida por professores da Unicamp, com previsão de conclusão para 2020, além de um coletivo japonês em Itu, com 50 cotistas, que já possuem o seu terreno, e estão elaborando um projeto.

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