Como os condomínios podem assegurar a segurança dos moradores durante a quarentena?

Como os condomínios podem assegurar a segurança dos moradores durante a quarentena?

Em tempos de pandemia, todo cuidado é pouco! Mas, mesmo com o extremo cuidado, lavando todos os alimentos que entram em sua casa, utilizando máscaras, evitando sair de casa e etc., existem situações que acabam fugindo do nosso controle, como é o caso dos condomínios.

Pois é, você já parou para pensar que, mesmo tendo extremo cuidado, só pelo fato do seu prédio não estar efetuando corretamente a higiene para evitar qualquer contaminação, você pode estar correndo riscos enormes apenas pegando elevadores?

Este é apenas um exemplo do perigo que os moradores podem estar sofrendo com a falta de segurança necessária nas dependências dos condomínios. Mas afinal, como se pode assegurar a segurança dos moradores durante a quarentena? Entenda mais abaixo!

Fornecimento de produtos e instruções adequadas aos profissionais do condomínio

Nada adianta na higienização dos condomínios se os profissionais que desempenham um serviço considerado essencial não estejam com equipamentos e instruções adequadas de como se proteger. Afinal, o risco de serem contaminados é maior, visto que eles se locomovem até o condomínio e, inevitavelmente. ficam expostos nestas áreas comuns. Assim, protege-los é proteger todos os moradores também.

De início, os síndicos responsáveis pelos condomínios precisam receber os equipamentos adequados e recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). São elas: luvas resistentes, álcool em gel e máscaras. Elas devem estar disponíveis aos porteiros, profissionais de limpeza, segurança, zeladores e os demais.

Outro ponto importante é que é preciso rever a frequência de limpeza que é realizada nas áreas comuns, além de oferecer os equipamentos e produtos adequados. Isto é, não basta apenas o álcool em gel, pois ele só tem eficácia se estiver em concentração igual ou superior a 70%! Os condomínios precisam estar equipados com água sanitária, limpadores multiuso à base de álcool ou cloro, desinfetantes ou até mesmo a básica combinação de limpeza: água e sabão.

Assim, é importante que esses locais de alto acesso dos moradores, como corredores e elevadores, sejam higienizados de hora em hora, ou até mesmo em um menor período nos horários de pico.

 

Barreiras de distanciamento

Uma medida muito importante que deve ser considerada ser implementada nos condomínios são as barreiras de proteção e distanciamento entre os moradores e os porteiros. Essa barreira de proteção deve ser de pelo menos 2 metros. Essa medida oferecerá mais proteção para os funcionários e, por consequência, aos moradores também.

Medir a temperatura corporal

Por mais que não seja algo obrigatório e nem essencial, uma forma de evitar a contaminação nos condomínios é medir a temperatura diariamente dos funcionários, dos entregadores que acabam entrando nas dependências dos prédios e claro, oferecer também para os moradores.

Equipamentos de biometria devem ter cuidado em dobro

Os condomínios que possuem equipamentos de biometria na entrada de prédios e residências, os cuidados precisam receber atenção redobrada, já que eles podem atuar fortemente como agentes transmissores do vírus.

Para isso, os condomínios precisam adotar medidas preventivas no uso dos aparelhos, além do manuseio de máquinas de cartões, totens de atendimento com telas sensíveis ao toque, teclados digitais de liberação de maçanetas, botões dos elevadores e dentre outros. Assim, se for possível, esses locais precisam ser limpos antes e depois do uso, além de conscientizar os moradores e os funcionários de limpar bem as suas mãos com álcool em gel ou álcool com concentração superior a 70%, também antes e depois do uso.

Fornecer equipamentos

Dentro desta proibição do uso das áreas comuns dos edifícios, é ideal que os condomínios forneçam equipamentos de proteção individual (EPIs), não só para os funcionários que prestam serviços diretos, mas também aos moradores, já que muitos dos que estão inclusos no grupo de riscos são solitários e não conseguem sair para comprar máscaras de proteção. Dentro disso o risco é grande em elevadores e outras áreas comuns, mesmo com uma higienização eficiente.

Criminalidade

Infelizmente também é preciso estar atento na segurança do condomínio, pois a criminalidade não está de quarentena como os demais. Por conta disso, os síndicos devem elevar os protocolos de segurança. Ou seja, é ideal que os sistemas de segurança sofram constantes manutenções, verificando com alguma frequência, para haver certeza de que estão funcionando perfeitamente.

Além de manter os cuidados básicos com atenção redobrada, como: não deixar os portões abertos ao receber encomendas ou visitantes, garantir que os portões foram completamente fechados nos momentos de chegada e saída e investir na atualização do sistema de iluminação.

Orientar os moradores

Além de todo cuidado com os profissionais e áreas comuns, é preciso acima de tudo que o condomínio oriente corretamente os moradores. Além de deixar bem sinalizado os cuidados em elevadores e nas dependências comuns, é preciso reiterar que os mesmos evitem receber visitas, e higienizar bem as mãos antes e depois das entregas de encomendas, além de que se descarte imediatamente os pacotes em que a encomenda foi entregue, jogando em uma lixeira adequada do condomínio.

Além disso, é válido reforçar aos moradores que a lei obrigatória do uso das máscaras é válida também nas áreas comuns do condomínio. A Casa Civil vê que o decreto precisa ser cumprido em todos os ambientes onde existe circulação de pessoas. Neste caso, é trabalho dos síndicos ajudar o governo na fiscalização.

Em alguns Estados, como o do Rio de Janeiro, há também a Lei 8.836, que trata de medidas de proteção nos condomínios do estado em razão da pandemia. Isto é, pode haver interdição de áreas de uso comum dos edifícios, como salões de festas, playgrounds, pátios, parques infantis, saunas, academias, quadras de esportes e etc. Mesmo que a lei não esteja sancionando em outros estados do Brasil, cabe ao síndico promover uma assembleia geral para propor a proibição de uso destas áreas, já que elas aumentam a propagação do vírus.

Rede de solidariedade

Muitos condomínios tem apoiado a chamada “Rede de solidariedade”, que basicamente incentiva os moradores que não são de grupo de risco fazerem compras para os mais velhos e os demais que estão inclusos neste grupo onde as chances de contaminação são maiores e perigosas. Essa atitude pode começar tanto a partir dos síndicos, como dos próprios moradores, afinal, a solidariedade é essencial neste momento.