Como funciona a carência dos novos contratos de financiamento da CEF

Como funciona a carência dos novos contratos de financiamento da CEF

Durante esse momento complicado que estamos presenciando, muitas empresas estão procurando formas de se reinventar, oferecendo medidas que facilitem e ajudem os seus clientes. Recentemente, uma dessas instituições que compreendeu a situação atual foi a Caixa Econômica Federal.

Em um anúncio feito inicialmente por meio de uma rede social no dia 9 de abril, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, informou que os novos contratos de financiamento imobiliário que fossem fechados a partir do dia 13 de abril terão uma carência de seis meses para o pagamento.

Em uma transmissão feita ao vivo pela internet, o presidente da Caixa ainda disse que as medidas poderão beneficiar mais de 5 milhões de familiares e devem preservar cerca de 1,2 milhão de empregos.

“Isso nunca aconteceu e a Caixa mostra alinhamento com o momento de crise que o país enfrenta. Parte da nossa base de clientes é de pessoas com menor renda, por isso, todas as medidas que estamos anunciando valem para todos os clientes em todas as linhas de renda incluindo pessoas jurídicas. Nossa preocupação é com a manutenção de empregos, com os empréstimos e com o programa habitacional. São um total de R$ 154 bilhões para auxiliar os brasileiros. Vamos manter o equilíbrio nesse momento”, afirmou o presidente.

Pessoas físicas

Para as pessoas físicas, a Caixa disponibilizou as seguintes opções:

A principal medida é a carência de 180 dias para quem procura comprar imóveis novos. Segundo o vice-presidente de Habitação da Caixa, Jair Luiz Mahl, esta novidade está valendo para qualquer cliente da CEF, sendo ele Minha Casa Minha Vida ou média renda.

Outra opção disponibilizada prevê que as pessoas podem solicitar uma pausa de até 90 dias do pagamento de contratos de crédito, valendo para qualquer linha de crédito imobiliário do banco e para todos os clientes. Ou seja, todos estão contemplados. Para os clientes que procuram suspender seus pagamentos de parcela, a instituição informou que também haverá a possibilidade de fazer um pagamento parcial das tais mensalidades. Para isso o cliente necessita entrar em contato com a CEF por telefone (0800 726 0101) e informar sua opção e o valor de pagamento.

Ainda falando das opções, os clientes que estão construindo a sua residência de maneira individual serão vistoriados com os modelos digitais, com o objetivo de proteger a todos, tanto os funcionários quanto os clientes.

Por último, os inadimplentes de contratos de crédito imobiliário que acabaram não conseguindo pagar as parcelas há mais de 61 dias, contando a partir da data 9 de abril, terão acesso a uma pausa nos pagamentos por até 90 dias. Neste caso, os clientes serão contatados ou poderão entrar em contato com a Caixa para fazer a sua solicitação do serviço temporário.

É válido ressaltar que, segundo Pedro Guimarães, os contratos imobiliários antigos de pessoas físicas permanecem no prazo de suspensão de até 3 meses para o pagamento das prestações, mas também se comprometeu de que se houver uma crise mais forte, haverá uma avaliação para se estender este prazo para mais 4 meses.

Para Empresas

As medidas anunciadas para pessoas jurídicas valem para as construtoras de pequeno, médio e grande porte. São elas:

Compreendendo que o investimento do empresário para iniciar uma obra é extremamente alto, a Caixa estipulou o prazo de carência de 180 dias para inicio das obras e para iniciar a amortização da dívida das obras que foram concluídas.

Outra medida é a antecipação do financiamento pessoa jurídica em um valor que equivale a até três meses do cronograma da obra a executar. Sendo assim, a construtora poderá solicitar a antecipação desse valor, e a Caixa auxiliara por meio dos R$43 bilhões que foram disponibilizados, com o objetivo de gerar uma liquidez para a construtora e uma folga no fluxo de caixa deste período.

Para as construtoras que já tinham contrato com a Caixa e não tinham utilizado o recurso de financiamento por qualquer motivo podem solicitar a liberação de recursos de financiamentos não utilizados anteriormente.

A empresa poderá ficar à vontade para reescalonar, reconfigurar a obra sem nenhum prejuízo ou custo adicional à Caixa. Ou seja, há uma prorrogação no cronograma físico-financeiro das obras.

Como no caso das pessoas físicas, se a empresa não tiver a intenção de suspender os pagamentos integralmente, pode optar por continuar pagamento parte das parcelas. Para o pagamento parcial dos encargos por 90 dias, é necessário entrar em contato com a Caixa.

Antecipação de até 20% do financiamento em novos empreendimentos.

Podemos perceber assim, que o objetivo da Caixa Econômica Federal neste momento é manter os contratos da instituição ativos, ao mesmo tempo conseguindo passar por esse período atípico.

Queremos dar uma tranquilidade para as empresas e para os empregados da construção civil, mantendo o setor relevante pra o PIB brasileiro e ativo, e dando condições para que as construtoras possam continuar operando”, finalizou o vice-presidente.

Vale lembrar que caso você esteja com alguma dúvida em relação à essas novas medidas, pode entrar em contato conosco, da Imobiliária Capriatti.